Projetos
de Aprendizagem: revisitando 2016/02 e refletindo sobre a ação
http://medicinabaseadaemevidencias.blogspot.com.br/2012/02/guia-para-analise-critica-de-evidencias.html
Nosso grupo desenvolveu o Projeto
de Aprendizagem (PA) “Por que as crianças trabalham quando deveriam brincar?”.
O desafio para trabalhar com o PA
se deu por vários motivos.
Primeiro, o encontro das afinidades
para pesquisa sobre uma temática de interesse comum.
Segundo, trabalhar de forma
compartilhada, sem ser fragmentada, principalmente por meio da Educação a Distância.
Terceiro, utilizar os mapas
conceituais como organizador do pensamento, tendo como fundamento nossas
certezas provisórias e dúvidas temporárias.
Quarto, os textos autorais que
exigiram uma capacidade de organização do pensamento, referencial teórico e
habilidade de escrita.
No início,
tivemos certa dificuldade de nos organizarmos para a realização do PA sobre o
trabalho infantil, a busca de fontes bibliográficas e a realização do trabalho
propriamente dito.
A ênfase do PA se dá na autonomia
dos alunos e no processo de pesquisa. A aprendizagem por projeto é diferente de
ensino por projeto. Ensino pressupõe transmissão do conhecimento, enquanto que
aprendizagem implica em movimento, participação, em compartilhar
experiências, saberes, aprendizagem como processo de busca de respostas.
Segundo
Rubem Alves, os professores devem ser os mediadores
no processo de construção do conhecimento em sala de aula, devem encorajar
os alunos a buscarem, a serem questionadores, a terem o prazer de
aprender e saber por que e para que serve o que estão aprendendo. Formar
pessoas conscientes.
O professor passa do papel de
transmissor para mediador do conhecimento, no qual os alunos têm participação
ativa na pesquisa, discussão e troca de ideias. O aprendizado é compartilhado –
um aprende com o outro.
Trabalhar com PA implica em
planejamento a que se pretende atingir, como e quais estratégias estarão
envolvidas; exige esforços compartilhados.
Trabalhando com o PA ao longo do
semestre 2016/02, foi possível desenvolvermos colaborativamente uma
investigação buscando esclarecer nossas dúvidas provisórias e confirmar (ou
não) nossas certezas. Nosso grupo criou formas de colaboração e comunicação,
visando a dar prosseguimento ao nosso Projeto. Estabelecemos, também, uma
rotina de agenda de trabalho e discussão, o que resultou no bom desenvolvimento
do mesmo. Acreditamos ser este um dos
grandes objetivos dos PA, porque implica em colaboração, pesquisa, autonomia,
responsabilidades, trocas contínuas, trabalho investigativo; a aprendizagem
está sempre em movimento.
Quando faz sentido é mais prazeroso
e fácil para aprender. Devemos, enquanto docentes, ser sempre mediadores da
aprendizagem: estimular/provocar os
alunos, vincular ao seu cotidiano para que entendam que tudo tem um
significado. É importante que estejamos atentos para analisar e refletirmos
sobre o nosso aluno e o ambiente em que ele está inserido para interferirmos, questioná-los
e, consequentemente, conduzirmos a pesquisa que está sendo feita.
Com isso, permite-lhes a interação
e a autonomia e possibilita
a capacidade de pensar e de construir o seu saber a partir da reflexão sobre a
prática.
Há diferentes maneiras de trabalhar
com os alunos e produzir conhecimento: debate, estudo, experimentação, jogos,
material concreto, tecnologias, trabalho com projetos de aprendizagem, sempre
partindo da curiosidade.
A forma como a criança associa os
elementos com sua realidade – afetividades, imaginação, vivências, pensamento
sincrético (tudo ao mesmo tempo agora) – é uma infinidade de possibilidades a
serem exploradas em sala de aula.
Embora de início tenha parecido um
trabalho de grandes dificuldades e entraves, o PA possibilitou uma grande
aprendizagem para o nosso grupo, inclusive no momento de compartilhamento de
todos os projetos realizados em aula presencial.
Resultou num enriquecimento
para nossa prática docente passando o aluno para o papel de protagonista de sua
aprendizagem, como ocorreu conosco ao longo do desenvolvimento do PA.