segunda-feira, 29 de maio de 2017


NOSSOS OLHARES SOBRE A META 3


Nesta etapa já conseguimos estabelecer uma rotina de trabalho e uma comunicação colaborativa eficiente entre os componentes do nosso grupo, o que facilitou à realização da meta com maior rapidez e de forma mais coerente.
Convém destacar que a construção dos mapas conceituais se deu em contextos semelhantes, embora a tônica e o aprofundamento da construção com os alunos onde estamos desenvolvendo cada um dos projetos se deu de forma diferenciada.
O primeiro registro que fizemos que consideramos relevante é nossa colaboração na elaboração do mapa no momento de utilização do cmaps, onde aqueles que dominavam melhor o instrumento, orientaram e auxiliaram os colegas com dúvidas de como utilizá-lo.
Segundo, embora a forma como construímos ocorreu dentro de nossas salas de aula com nossas turmas, todos do grupo optaram pela utilização do cmaps para registro final do mapa conceitual construído com seus alunos.
Podemos verificar níveis diferenciados de turmas e de desenvolvimento dos projetos e posterior construção dos mapas conceituais.
O projeto desenvolvido pela colega Denise Ghiorzi no 1º ano que versa sobre a alimentação saudável ocorreu com a participação dos pais, uma vez que os alunos buscaram informações em suas famílias, como forma de colaboração entre escola e família. Ainda, a atuação da professora em sala de aula conversando com os alunos, fazendo o uso de imagens serviu como base para conversação e construção do conhecimento sobre a alimentação saudável. Como percebemos, a linguagem dos alunos nesta faixa etária muitas vezes não abarca alguns conceitos estruturantes, porque se referem às frutas, verduras e legumes utilizando palavras que são de seu conhecimento  e cotidiano em casa e na escola (maçã, banana, alface, tomate etc.). Portanto, a professora introduziu estes conceitos partindo das contribuições dos alunos, o que é fundamental para ampliação do seu vocabulário e conhecimento. Ressalte-se a grande quantidade de imagens diversas de alimentos explorados pela professora para construção das ideias com a participação dos alunos, uma vez que nesta faixa etária o visual é muito importante neste processo de construção. Assim como a escrita dos nomes dos alimentos, já que os alunos estão em processo de construção do letramento (leitura e alfabetização matemática). Ao final, a professora reuniu as informações construídas com os alunos e utilizando o cmaps registrou o mapa conceitual.
A colega Denise Cunha está desenvolvendo o projeto natureza com os alunos do 2º Ano. Trata-se, como observamos, de uma temática bastante abrangente e da qual fazem parte inúmeros aspectos. A construção dos conceitos e ideias se deu a partir da exploração do pátio externo da escola que é muito grande e também do trabalho com imagens visuais em sala de aula. Na aula de organização das ideias para elaboração do mapa conceitual, a professora mediou a conversação com intensa participação dos alunos, embora de início tivessem mostrado algumas dificuldades para exporem suas ideias que foram construídas no contexto acima descrito e em interação com as famílias (pois também buscaram informações com os pais). À medida que a conversa ia ocorrendo em sala de aula, percebeu-se grande êxtase dos alunos, pois todos queriam contribuir e falar o que entendiam e dar sua colaboração. A professora foi anotando com as palavras e ideias dos alunos no quadro, à medida que iam conversando em sala de aula e, ao final, reuniu as informações através do mapa conceitual que foi registrado no cmaps, a partir desta interação em sala de aula. Observamos no mapa conceitos e ideias muito associados a realidade dos alunos, a palavras que ouvem no seu cotidiano ou situações que vivenciam.
Já o projeto sobre alimentação saudável desenvolvido pela colega Rosângela no 5º Ano abarca conceitos mais abrangentes e também um conhecimento um pouco mais elaborado, na medida em que os alunos já têm uma vivência maior e um conhecimento mais elaborado, se comparado com os alunos do 1º Ano. A construção se deu a partir do trabalho da temática com os alunos em sala de aula, leitura de textos informativos, experiência na construção de uma horta na escola e experiências dos alunos e seus hábitos alimentares.
Quanto ao projeto sobre os vulcões que está sendo desenvolvido pelo Diego no 6º Ano, pode-se perceber um pensamento mais elaborado dos alunos. A temática originada a partir do estudo do Planeta Terra (e sua composição), bem como de eventos naturais, surgiu a partir do questionamento de “Por que no Brasil não ocorrem vulcões?”, que partiu dos alunos durante a aula. Deste momento em diante, tornou-se o tema do projeto desenvolvido, onde os alunos buscaram informações em fontes que possuíam em casa, no laboratório de informática da escola (Internet) e em livros na biblioteca, percebeu-se que os alunos (que estavam organizados em duplas) acabaram se dirigindo para um aspecto que mais interessava as duplas no momento de pesquisa sobre os vulcões. Na elaboração do mapa conceitual, que se deu na sala multimeios onde o professor fez uso do projeto e construiu o mapa utilizando o cmaps na aula, os alunos foram trazendo os aspectos por eles pesquisados, que foram desde a origem da palavra, até a sua causa, formação, ocorrência, consequências, benefícios etc. O mapa elaborado ficou bem amplo e abarcou muitas informações, uma vez que pela idade dos alunos e nível de conhecimento, foram trazidas muitas contribuições e subsídios para a elaboração do mapa conceitual.
O que inferimos, discutindo em grupo durante e após concluirmos esta meta, é que é possível a construção de um mapa conceitual partindo da interação com os alunos de qualquer faixa etária, respeitados o nível e idade dos alunos, uma vez que eles já possuem conhecimentos e certa vivência, que servem como subsídios para o desenvolvimento do projeto. A forma como se dá o desenvolvimento de cada projeto procurou respeitar a pluralidade dos alunos e o ambiente da sala de aula, procurando sempre que possível e necessário interligar com sua realidade e famílias, pois à medida que os alunos têm uma idade mais avançada é possível avançar no nível dos conhecimentos, já que os alunos já possuem um pensamento mais elaborado. Isso não significa que os alunos menores têm menos conhecimento, mas estão em outro contexto e nível de aprendizagem e construção, o que demonstra que é possível desenvolver o projeto de aprendizagem em qualquer faixa etária. Claro que os rumos e caminhos que virão por conseguinte, são distintos e isso que enrique o processo de ensino-aprendizagem onde o aluno passa de espectador a partícipe ativo.
O aprender, na nossa opinião, tem mais significado para os alunos porque decorre do seu interesse e participação.

sexta-feira, 26 de maio de 2017


Mapa Conceitual do Projeto Natureza
2º ano - Prof.ª Denise Cunha

O mapa conceitual foi desenvolvido juntamente com os alunos. Conforme eles falavam no grande grupo, eu ia anotando no quadro suas ideias. No início, pareceu que teriam dificuldade em expor algumas sugestões, mesmo tendo conversado nas aulas anteriores e terem trazido assuntos que foram discutidos em casa com seus familiares.

A contribuição dos alunos no mapa passou de tímida para empolgante. Com muitos argumentos e domínio do assunto, os conhecimento e explicações foram surgindo, as contribuições foram enriquecendo o grupo e, com isso, gerando discussões enriquecedoras.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Projeto de Aprendizagem "Vulcões": mapa conceitual

Fonte: construído com os alunos do 6º Ano em sala de aula


      Conforme combinado na etapa de levantamento das certezas provisórias e dúvidas temporárias, a aula seguinte do 6º Ano foi de realização da pesquisa para confirmação (ou não) das certezas e tentativa de responder as dúvidas temporárias dos alunos.
    Conforme escolheram estavam divididos em duplas e alguns dos alunos haviam trazido alguns materiais de casa (livro, revistas etc.) e nesta aula fomos ao laboratório de informática para pesquisa na Internet acerca dos vulcões. Também utilizamos a biblioteca da escola.
     Orientei os alunos sobre as fontes confiáveis (sites de revistas científicas, pesquisas etc.) que são baseadas em estudos e/ou pesquisas e cujas informações atestam veracidade.
     As duplas foram registrando no caderno as informações que iam coletando. Foram utilizados dois períodos de 60 minutos para a pesquisa, sob a minha orientação.
    Na aula seguinte, os alunos (duplas) apresentaram uma síntese das informações que reuniram nas pesquisas. Utilizamos o espaço da sala de multimeios.
     Fui digitando no word as informações que iam sendo passadas pelos alunos. Ao final, disse que iríamos organizar estas informações através de uma representação chamada de mapa conceitual.
      Expliquei, que para facilitar, utilizaríamos um programa chamado Cmaps.
     Fomos reunindo os dados que as duplas encontraram, partindo do tema do projeto "Vulcões" e juntamente com os alunos foram organizando os dados de forma que ficasse coerente.
       Surgiu, desta forma, o mapa conceitual acima.

domingo, 21 de maio de 2017

Refletindo sobre a meta 2


       Nesta etapa dos Projetos que estão sendo desenvolvidos com as diversas turmas pelos integrantes do grupo, onde foram levantadas as certezas provisórias e as dúvidas temporárias dos alunos das diferentes turmas em que cada um dos projetos está sendo desenvolvido.
     Convém ressaltar que cada um dos integrantes deste grupo optou pelo desenvolvimento de um projeto em alguma turma onde é docente, que partiu a partir do interesse, curiosidade e motivação dos alunos.
      Quanto ao projeto desenvolvido nos alunos do 6º ano – vulcões – pelo Diego, na aula em que houve o levantamento das certezas e dúvidas observou-se que os alunos tinham alguns conhecimentos prévios oriundos de leituras e pesquisas que já haviam realizado, embora nesta etapa ainda não houvessem organizado os próximos passos a serem realizados. Todos os alunos estavam agitados querendo colaborar e dizer o que sabiam ou apontar suas dúvidas sobre os vulcões. Para organizar as informações, combinaram que o professor iria dividir o quadro da sala ao meio, em duas partes, em que cada uma delas serviria para a anotação dos que os alunos disseram a respeito. Após a participação de todos os alunos, as falas dos alunos que foram anotadas pelo professor no quadro foram reunidos por semelhança e identidade, visando facilitar a organização dos mesmos.
      Após esta etapa, o professor e os alunos discutiram para verificar como fariam para comprovar as informações trazidas pelos alunos (certezas provisórias) e também como fariam para buscar esclarecer o que haviam apontado como dúvidas. Decidiram que iriam buscar materiais que tivessem em casa e na próxima aula trariam para a sala. Já na escola, iriam reunir os materiais e aproveitar o laboratório de informática (com internet) e a biblioteca da escola.
       Na aula seguinte, a mesma foi dedicada para que em dupla, conforme os alunos haviam escolhido, fossem realizadas as pesquisas baseadas nas certezas e dúvidas, no material trazido de casa e em fontes de internet e livros na biblioteca. O professor alertou os alunos para o cuidado com as fontes da internet (que se buscasse em sites científicos, de credibilidade) e orientou os alunos. Os alunos foram, em duplas, reunindo as informações coletadas.
       O projeto da Rosângela que está sendo desenvolvido com os alunos do 5º Ano versa sobre a alimentação. A temática surgiu a partir do interesse dos alunos em realizar uma horta escolar; conversando com a turma, lançou alguns questionamentos sobre o que os alunos gostavam de comer, o que comiam mais frequentemente, o que não gostavam, como era a alimentação na sua casa etc. Questionou o que seria uma boa alimentação (saudável), para ver o que os mesmos pensavam a respeito. Em seguida, questionou-os o que sabiam a respeito dos alimentos e foi registrando; também, perguntou o que gostariam de saber sobre os alimentos (e alimentação), também registrando. Ao final, as informações foram organizadas em dois grupos: certezas e dúvidas. Os alunos estavam muito afoitos, pois todos queriam falar sobre o que sabiam, suas preferências e como era a alimentação nas suas casas. Após esta etapa, a professora apresentou um texto informativo sobre a preferência da alimentação da garotada, que serviu como reflexão após a etapa de levantamento das certezas e dúvidas.
       Combinaram que iriam pesquisar sobre o assunto na biblioteca da escola (que é a fonte de informação que os alunos conseguem ter acesso). A atividade foi realizada pelo grupo de alunos com a orientação da professora, para que ficassem dentro da temática sobre a alimentação.
     Na aula seguinte os alunos apresentaram as informações que haviam reunido, e a professora foi anotando no quadro alguns aspectos, para confirmar (ou não) as certezas e tentar responder as dúvidas dos alunos.
        A colega Denise Ghiorzi está desenvolvendo o projeto na sua turma de 1º Ano, também tratando sobre a temática alimentação saudável. O tema do projeto surgiu a partir da observação dos alunos de que na escola diariamente o tipo de merenda oferecida variava e que eles comiam bem cedo (às 14 horas). A professora também questionou os alunos para que dissessem o que comiam em casa, tipo de alimento mais comum e suas preferências.
        Seguindo as atividades do projeto, a professora questionou os alunos sobre o que sabiam sobre os alimentos e o que gostariam de saber. O nível do projeto é bem inicial e a linguagem com os alunos também, uma vez que está sendo desenvolvido com os alunos do 1º Ano. Convém destacar que a alimentação é um tema de interesse grande para os alunos desta faixa etária e o curioso é que logo os remetem a suas preferências e o que não gostam, foi o que prevaleceu quando estávamos conversando sobre este assunto.
       A professora pediu que os alunos buscassem em casa (livros, revistas, jornais) com imagens de alimentos; de volta à sala de aula, reuniram as informações trazidas pelos alunos através das imagens. A participação dos pais também foi trazida para o projeto, onde os alunos deveriam conversar em casa sobre alimentação, os pais anotar e contar aos seus filhos que, na volta da sala de aula, relataram.
        Já para a colega Denise Cunha, a partir do trabalho sobre o Dia Nacional do Livro e sobre Monteiro Lobato. Partindo do que foi trabalhado, os alunos fizeram muitas perguntas sobre a história do Sítio, seus personagens e onde ocorre. Desta forma, surgiu o tema do projeto a ser desenvolvido no 2º ano: a natureza.
       A professora disparou algumas perguntas que serviram para os alunos pensarem um pouco a respeito e como levantamento de algumas informações sobre o que sabiam.
      Em seguida, foram apresentadas gravuras sobre diferentes tipos de ambiente dentro da natureza para que os alunos observassem e analisassem, comparando as opiniões com as dos colegas.
         A partir desta interação, os alunos foram falando “coisas” que sabiam sobre a natureza e o que não sabiam. À medida que os alunos iam falando, a professora foi anotando para reunir as informações, desta forma, com as certezas e dúvidas da turma. Após, leu aos alunos o que haviam conversado (ou seja, o que foi registrado como dúvidas e certezas).
         Alguns alunos disseram que já “viram” livros sobre a natureza e que trariam na próxima aula; também chegaram à ideia de que poderiam observar o espaço da escola e uma praça próxima a ela.
        Na aula seguinte, os alunos trouxeram suas contribuições e relatos de “ coisas” que os pais falaram. Para facilitar, a turma achou que seria interessante representarem através de desenhos e recorte e colagens de imagens diversas.
       Desta forma observamos que a motivação e interesse dos alunos nos projetos desenvolvidos vai além do que o trabalho que normalmente vínhamos desenvolvendo em sala de aula. Como as temáticas surgiram a partir de interesses oriundos nos grupos de alunos, nas diversas turmas, percebemos que a aula passou a ter mais sentido, significado. A vontade de aprender, de colaborar e de buscar fonte para que pudéssemos trabalhar o tema de cada um dos projetos, demonstra claramente esta nova significação do aprender.
       Embora as faixas etárias dos componentes do grupo sejam distintas, é possível em diferentes turmas e idades desenvolver o projeto pedagógico, respeitando o tempo e espaço de cada aluno. Claro que gere um trabalho um pouco maior para o professor, pois não existe uma cronologia ou etapa rígida, à medida que o trabalho vai sendo desenvolvido é que as interlocuções vão acontecendo.

MAPA CONCEITUAL

                                                         MAPA CONCEITUAL

                                                  ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

O mapa foi desenvolvido através de conversas entre os alunos sobre o tema que estamos trabalhando.

sábado, 20 de maio de 2017

Mapa conceitual - Alimentação saudável - 1º ano - Prof. Denise

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL - O mapa acima foi feito em sala de aula, com os alunos do primeiro ano. Como os alunos do primeiro ano não escrevem , foram feitos desenhos no quadro, pela professora, e depois passado para o cmaps pela mesma. Foi um processo bem longo, pois todos os alunos queriam falar ao mesmo tempo , dar suas opiniões e os desenhos apagados várias vezes. Alguns  tipos de alimentos foram colocados pela professora, pois algumas palavras mesmo citadas no projeto , como: verduras, legumes e derivados , os alunos ainda não conseguiram classificar. (clicar em cima do cmaps para ver a imagem original)

segunda-feira, 15 de maio de 2017



Projeto Natureza:  dúvidas temporárias e certezas provisórias.
Turma: 2º ano

Para despertar nos alunos as certezas e dúvidas da temática escolhida, o projeto foi iniciado com a apresentação de gravuras com tipos de ambientes da natureza, levando-os a observá-las e a compará-las. À medida que foram levantando suas opiniões, as dúvidas e certezas surgiram. Algumas das dúvidas eram respondidas já no mesmo instante pelos colegas. Por exemplo: Matheus perguntou: Como os parques e praças surgiram? E o colega Eduardo respondeu: Construíram para as pessoas.

Dúvidas temporárias:
- Por que respiramos com as árvores?
- No deserto tem árvores?
- Como as sementes crescem?
- Como cresce tantas árvores?
- Por que o mato cresce?
- Qual o tamanho da semente da maior árvore?
- Por que as pessoas queimam árvores?
- O que devemos fazer para cuidar da natureza?
- O que faz muito mal para a natureza?

Certezas provisórias:
- Tem que colocar água nas flores para ela crescer.
- Quanto mais verde tem (natureza) mais inseto tem.
- Na horta também temos que molhar para crescer os alimentos.
- As frutas das árvores devem ser colhidas quando maduras.
- As árvores dão sombra e ventam.
- Para plantar precisa de terra.

Os alunos estão motivados em trabalhar a natureza, pois demonstram preocupação em entender os elementos que fazem parte dela e como devemos cuidá-la. A aluna Clarita, no dia seguinte, falou que tem um livro que fala sobre a natureza. Sugeri que ela trouxesse à aula para lermos e vermos se tem respostas para as dúvidas levantadas pela turma.

Alguns alunos sugeriram observar o pátio da escola e a praça próxima à escola a fim de observar o que esses espaços proporcionam como natureza adequada e verificar como estão sendo cuidados. Pensaram em recolher elementos da natureza para classificar e reconhecer o que está presente no ambiente.   

domingo, 14 de maio de 2017

Projeto Vulcões: Certezas provisórias, dúvidas temporárias

     Nesta etapa do projeto, trato de apontar as certezas provisórias e dúvidas temporárias elencadas pelos alunos em sala de aula. 
     Na primeira etapa, tratei de levantar o que eles sabiam sobre os vulcões; em seguida, quais as dúvidas que eles têm ou curiosidades sobre o assunto.
     Aspectos levantados pelos alunos do 6º Ano do Ensino Fundamental sobre o Projeto "Vulcões":

Certezas provisórias

  • No Brasil não ocorrem vulcões.
  • Os vulcões são prejudiciais às pessoas/cidades.
  • Dentro do vulcão há muita pressão.
  • O "líquido" que sai do vulcão é chamado de magma.
  • O magma tem temperatura muito alta.
  • Dos vulcões também saem uma "fumaça" que é tóxica; ela indica que ele está ativo.
  • No mundo não existe muitos vulcões.


Dúvidas temporárias

  • Por que os vulcões ocorrem?
  • O que tem naquela fumaça que sai dos vulcões? E na lava?
  • Como é um vulcão por dentro?
  • Qual o vulcão mais antigo que existe? (Nome e país?)
  • Aonde existem vulcões em atividade? (Países?)
  • O vulcão tem alguma utilidade?
  • Perto do Brasil há algum vulcão? (América?)

     Esta etapa do projeto foi muito interessante em sala de aula. Como o assunto do projeto (vulcões) surgiu a partir de questionamentos dos alunos sobre o que estávamos estudando sobre o Planeta Terra (estruturas interna e externa), há um grande interesse dos alunos para a sua realização.
     Os alunos estavam muito ansiosos em sala de aula para falarmos sobre o assunto, nesta etapa inicial.
     Conversei com eles que na aula daríamos continuidade ao nosso projeto sobre os vulcões. Então, inicialmente pedi o que eles saberiam me informar sobre o assunto (se tinham lido algo a respeito, ouvido, pesquisado ou visto algum programa). Vários alunos relataram que assistiram algo em vídeo sobre o assunto (youtube, programas tipo "Globo Repórter", "Fantástico", Discovery e Natural Geographic). Uma parte dos alunos disse que "sabia" porque tinha ouvido alguma vez ou lido a respeito. Como esta era uma etapa de sondagem dos conhecimentos que tinham a respeito dos vulcões, fui anotando no quadro à medida que fomos conversando sobre o assunto e eles apontavam as informações. Vários alunos repetiram informações semelhantes, que fomos agrupando.
     Em seguida, questionei os alunos sobre o que eles gostariam de saber a mais sobre os vulcões (suas curiosidades, dúvidas ou informações sobre o assunto). A maioria das questões apontados girou em torno das que elenquei acima.
     Concluído este levantamento, expliquei os alunos que a próxima etapa seria o trabalho que desenvolveríamos na forma como eles gostariam de se organizar para realizar a pesquisa, para buscarmos informações de fontes confiáveis que confirmassem as certezas (ou refutassem), e que buscariam a resposta às suas dúvidas. A forma escolhida por eles foi a organização em duplas, já que a turma era pequena (16 alunos).
  Combinamos que quem tivesse acesso já poderia levantar algumas informações em casa e que na próxima aula utilizaríamos o laboratório de informática da escola (que possui internet banda larga), bem como a biblioteca e os materiais que os alunos trouxerem de casa.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Certezas provisórias e Dúvidas temporárias.

Projeto "Alimentação Saudável" 1º ano prof. Denise
 Certezas provisórias:
- O doce é mais gostoso.!
- O salgadinho é bom
- O refrigerante é bom, mas não mata a sede.
- Água mata a sede.
- Na escola, três dias da semana tem comida.
- O salgadinho e o refrigerante são mais fáceis de levar para a escola.

Dúvidas temporárias:
- A fruta é cara.
- As frutas são boas para a saúde.
- A comida é boa para a saúde.
- A comida mata a fome.
- Por que temos que comer comida (cozida)?
- Por que a salada fica no prato, na hora da refeição?

Fazendo uma breve reflexão sobre o Projeto de Aprendizegem realizado em sala de aula e transporto os dados para o PPA, podemos identificar que foi um mes bem proveitoso, onde o Projeto do primeiro ano " Alimentação Saudável" vem progredindo de forma satisfatória. As certezas provisórias tem se confirmado e as dúvidas temporárias tem explicado a medida que o projeto avança. Os alunos , a partir  de suas próprias conclusões tem respondido as dúvidas temporárias. O projeto surgiu a partir das perguntas e questionamentos dos alunos. Na maioria das vezes a organização é feita no próprio quadro, com a ajuda da professora, pois os alunos ainda não escrevem, mas desenham. Os desenhos são feitos no caderno ou em folhas brancas.  Muito material foi trazido de casa, para pesquisa. Entre estes materiais encontravam-se revistas, revistas específicas de culinária, jornais e livros didáticos. Foi feito, também, com os pais uma pequena pesquisa sobre alimentação saudável. Como estamos na parte final deste projeto, pois o currículo também nos exige, estamos com atividades que demonstrem o que foi aprendido pela turma, tal como cartazes, aulas orais sobre o tema,  onde o aluno diz com suas palavras o que aprendeu.  Visita a outras turmas da escola para falar sobre alimentação saudável...
Por se tratar de uma turma de primeiro ano, o professor tem que em alguns momentos mediar os assuntos e instigar os alunos a avançarem no projeto.
 (postagem do blog pessoal Denise Ghiorzi - turma E - PEAD - 2015/2)

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Certezas e Dúvidas

Resultado de imagem para imagem de alimentação saudavel


                                           
                                                               ALIMENTAÇÃO

A aula foi iniciada com perguntas sobre os alimentos que os alunos gostavam e os que não gostavam,assim foi feita uma lista no quadro dos nomes dos alimentos expostos pelos alunos.Na sequência sugeri aos alunos que tentássemos classificar esses alimentos quanto a sua origem(vegetal,animal,mineral)foi construida uma tabela para facilitar a compreensão do assunto.Como atividade propus aos alunos que fizessem anotações  sobre os alimentos que costumam comer durante as refeições,após pedi que lessem em voz alta para que eu pudesse explicar melhor a importância de ter uma alimentação saudável.Ao terminar está atividade começamos a conversar sobre o que acontece conosco se tivermos uma boa refeição equilibrada e o que acontece ao nosso organismo se nossa alimentação estiver errada.Com base nesta conversa as certezas e dúvidas provisórias começaram a surgir como segue a tabela abaixo:
 
              CERTEZAS PROVISÓRIAS                                                            
  1. Ter uma boa alimentação só faz bem para o organismo.
  2. Comer frutas e verduras faz crescer forte e saudável.
  3. Uma alimentação saudável ajuda não ter problemas de saúde.
  4. Não devemos comer doces em exagero. 

                                DÚVIDAS PROVISÓRIAS
                                                                                        
  1. Por que precisamos nos alimentar?
  2. O que acontece se nos alimentarmos mal?
  3. O que significa se alimentar bem?
  4. Por que comer chocolate faz mal?
  5. O que acontece no nosso organismo quando comemos salgadinho?
Dando sequência ao tema propus aos alunos que se organizassem em grupos para uma atividade de pesquisa sobre os alimentos ricos em proteínas,carboidratos,gorduras,vitaminas e minerais,foram formados cinco grupos,após expliquei o que cada grupo iria pesquisar(atividade esta em andamento)cada grupo deverá fazer um resumo para ser entregue e também discutiremos em aula o resultado do que foi assimilado pelos alunos sobre os alimentos.










terça-feira, 9 de maio de 2017

TEMA ALIMENTAÇÃO

                                                   TEMA ALIMENTAÇÃO

O tema alimentação foi proposto pela turma para dar continuidade a nossa horta.
Como o tema foi escolhido pelos alunos,aproveitei a oportunidade para lançar três perguntas como tema norteador  do nosso projeto e instigar o pensamento dos alunos sobre o que eles estavam comendo no seu dia a dia.
*O QUE ACONTECE SE NOS ALIMENTARMOS MAL?
*POR QUE PRECISAMOS NOS ALIMENTAR?
*O QUE SIGNIFICA SE ALIMENTAR BEM PARA VOCÊ?
Também foi apresentado um pequeno texto para refletir com os alunos:

                                          CARDÁPIO DA GAROTADA
Rico em calorias ao entrar em um supermercado,fica fácil constatar como os produtos calóricos estão acessíveis.Há pacotes de bolachas recheadas custando menos de R$1.Salgadinhos,então,é possível encontra-los por R$0,50.São alimentos altamente calóricos,com muito carboidrato e gordura,alerta a endocrinologista paulista Zuleica Halpern,representante do departamento de obesidade infantil da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica(Abeso).Para o Ministério da Saúde, o Brasil está passando por um período de transição nutricional.Trata-se do abandono de hábitos alimentares saudáveis(o consumo de frutas,verduras e cereais),e da adoção de uma dieta pobre nutricionalmente,rica em sal,açúcar,gorduras e poucas fibras.
Este texto gerou uma discussão muito interessante sobre o que eles levam de lanche para a sala de aula.
Assim após discutir sobre os tipos de alimentos que são consumidos por eles,chegamos a um consenso de que deveríamos dar sequência ao tema em estudo.

segunda-feira, 8 de maio de 2017



Projetos de Aprendizagem: revisitando 2016/02 e refletindo sobre a ação

http://medicinabaseadaemevidencias.blogspot.com.br/2012/02/guia-para-analise-critica-de-evidencias.html


Nosso grupo desenvolveu o Projeto de Aprendizagem (PA) “Por que as crianças trabalham quando deveriam brincar?”.
O desafio para trabalhar com o PA se deu por vários motivos.
Primeiro, o encontro das afinidades para pesquisa sobre uma temática de interesse comum.
Segundo, trabalhar de forma compartilhada, sem ser fragmentada, principalmente por meio da Educação a Distância.
Terceiro, utilizar os mapas conceituais como organizador do pensamento, tendo como fundamento nossas certezas provisórias e dúvidas temporárias.
Quarto, os textos autorais que exigiram uma capacidade de organização do pensamento, referencial teórico e habilidade de escrita.
No início, tivemos certa dificuldade de nos organizarmos para a realização do PA sobre o trabalho infantil, a busca de fontes bibliográficas e a realização do trabalho propriamente dito.
A ênfase do PA se dá na autonomia dos alunos e no processo de pesquisa. A aprendizagem por projeto é diferente de ensino por projeto. Ensino pressupõe transmissão do conhecimento, enquanto que aprendizagem implica em movimento, participação, em compartilhar experiências, saberes, aprendizagem como processo de busca de respostas.
Segundo Rubem Alves, os professores devem ser os mediadores no processo de construção do conhecimento em sala de aula, devem encorajar os alunos a buscarem, a serem questionadores,  a terem o prazer de aprender e saber por que e para que serve o que estão aprendendo. Formar pessoas conscientes.
O professor passa do papel de transmissor para mediador do conhecimento, no qual os alunos têm participação ativa na pesquisa, discussão e troca de ideias. O aprendizado é compartilhado – um aprende com o outro.
Trabalhar com PA implica em planejamento a que se pretende atingir, como e quais estratégias estarão envolvidas; exige esforços compartilhados.
Trabalhando com o PA ao longo do semestre 2016/02, foi possível desenvolvermos colaborativamente uma investigação buscando esclarecer nossas dúvidas provisórias e confirmar (ou não) nossas certezas. Nosso grupo criou formas de colaboração e comunicação, visando a dar prosseguimento ao nosso Projeto. Estabelecemos, também, uma rotina de agenda de trabalho e discussão, o que resultou no bom desenvolvimento do mesmo.  Acreditamos ser este um dos grandes objetivos dos PA, porque implica em colaboração, pesquisa, autonomia, responsabilidades, trocas contínuas, trabalho investigativo; a aprendizagem está sempre em movimento.
Quando faz sentido é mais prazeroso e fácil para aprender. Devemos, enquanto docentes, ser sempre mediadores da aprendizagem: estimular/provocar  os alunos, vincular ao seu cotidiano para que entendam que tudo tem um significado. É importante que estejamos atentos para analisar e refletirmos sobre o nosso aluno e o ambiente em que ele está inserido para interferirmos, questioná-los e, consequentemente, conduzirmos a pesquisa que está sendo feita.
Com isso, permite-lhes a interação e a autonomia e possibilita a capacidade de pensar e de construir o seu saber a partir da reflexão sobre a prática.
Há diferentes maneiras de trabalhar com os alunos e produzir conhecimento: debate, estudo, experimentação, jogos, material concreto, tecnologias, trabalho com projetos de aprendizagem, sempre partindo da curiosidade.
A forma como a criança associa os elementos com sua realidade – afetividades, imaginação, vivências, pensamento sincrético (tudo ao mesmo tempo agora) – é uma infinidade de possibilidades a serem exploradas em sala de aula.
           Embora de início tenha parecido um trabalho de grandes dificuldades e entraves, o PA possibilitou uma grande aprendizagem para o nosso grupo, inclusive no momento de compartilhamento de todos os projetos realizados em aula presencial. 
              Resultou num enriquecimento para nossa prática docente passando o aluno para o papel de protagonista de sua aprendizagem, como ocorreu conosco ao longo do desenvolvimento do PA.     

domingo, 7 de maio de 2017

Meta 2: avançando no desenvolvimento do Projeto em sala de aula

fonte: https://mvmachado.files.wordpress.com/2012/05/images-25.jpg


     O início da meta com nossas turmas pautou-se a partir das perguntas que disparamos quando iniciamos o projeto, para ver alguns conhecimentos prévios que os alunos já possuíam e fazer um levantamento das dúvidas que eles traziam.
    Convém ressaltar que orientamos os alunos a pensarem, de acordo com o nível na turma, sobre o que já haviam ouvido ou conheciam sobre os temas nas nossas turmas. 
    Muitas informações foram trazidas pelos alunos, em cada uma das turmas, sobre seus conhecimentos prévios. Um momento de muito êxtase porque cada um dos alunos queria dar sua contribuição, dizer o que sabia ou havia ouvido (alguns tinham lido a respeito); houve intensa participação pois como os projetos surgiram a partir de interesses dos alunos, eles estavam muito agitados e tinham muitas ideias a respeito. Para organizar, fomos anotando as informações no quadro, na medida em que os alunos iam falando.
    Seguindo, promovemos uma discussão para organização do que havia sido levantado nestas discussões iniciais e percebemos muitas ideias que constituíram as certezas provisórias, que precisariam ser confirmadas.
  Após organizadas as informações desta etapa, damos continuidade questionando os alunos sobre o que gostariam de saber sobre o assunto ou que curiosidades ainda possuem. Esta atividade resultou num pouco de dificuldade para os alunos, pois necessitaram de um tempo para pensarem e permitimos que trocassem ideias com seus colegas.
   Tivemos de retomar alguns aspectos e características para instigar o pensamento e motivação dos alunos que, aos poucos, foi possível que questionassem e apontassem as dúvidas que possuíssem. De mesmo modo que as certezas provisórias, fomos listando as dúvidas temporárias no quadro. 
      Ao final, quando os alunos haviam terminado, fizemos a leitura do que havia sido apontado.
   Combinamos então, a organização de como faríamos para buscar as informações que confirmassem as certezas (ou não) e resolvessem as dúvidas.
   No caso dos anos finais, os alunos foram organizados em pequenos grupos e combinamos que durante as aulas e fora delas, faríamos a busca em bibliografia apropriada (internet, livros de Ciências, Geografia) e onde encontrássemos sobre o assunto.
   Já nos anos iniciais, combinamos que durante nossas aulas faríamos a busca por material de pesquisa disponível na escola; também, que buscassem informações fora da escola em materiais disponíveis (que tivessem em casa, internet, apoio dos pais, etc).
  Foi uma etapa muito intensa, haja visto que foram colhidas muitas informações e organização de uma agenda de trabalho, mas que avaliamos de forma muito proveitosa com participação ativa de todos os alunos.