domingo, 21 de maio de 2017

Refletindo sobre a meta 2


       Nesta etapa dos Projetos que estão sendo desenvolvidos com as diversas turmas pelos integrantes do grupo, onde foram levantadas as certezas provisórias e as dúvidas temporárias dos alunos das diferentes turmas em que cada um dos projetos está sendo desenvolvido.
     Convém ressaltar que cada um dos integrantes deste grupo optou pelo desenvolvimento de um projeto em alguma turma onde é docente, que partiu a partir do interesse, curiosidade e motivação dos alunos.
      Quanto ao projeto desenvolvido nos alunos do 6º ano – vulcões – pelo Diego, na aula em que houve o levantamento das certezas e dúvidas observou-se que os alunos tinham alguns conhecimentos prévios oriundos de leituras e pesquisas que já haviam realizado, embora nesta etapa ainda não houvessem organizado os próximos passos a serem realizados. Todos os alunos estavam agitados querendo colaborar e dizer o que sabiam ou apontar suas dúvidas sobre os vulcões. Para organizar as informações, combinaram que o professor iria dividir o quadro da sala ao meio, em duas partes, em que cada uma delas serviria para a anotação dos que os alunos disseram a respeito. Após a participação de todos os alunos, as falas dos alunos que foram anotadas pelo professor no quadro foram reunidos por semelhança e identidade, visando facilitar a organização dos mesmos.
      Após esta etapa, o professor e os alunos discutiram para verificar como fariam para comprovar as informações trazidas pelos alunos (certezas provisórias) e também como fariam para buscar esclarecer o que haviam apontado como dúvidas. Decidiram que iriam buscar materiais que tivessem em casa e na próxima aula trariam para a sala. Já na escola, iriam reunir os materiais e aproveitar o laboratório de informática (com internet) e a biblioteca da escola.
       Na aula seguinte, a mesma foi dedicada para que em dupla, conforme os alunos haviam escolhido, fossem realizadas as pesquisas baseadas nas certezas e dúvidas, no material trazido de casa e em fontes de internet e livros na biblioteca. O professor alertou os alunos para o cuidado com as fontes da internet (que se buscasse em sites científicos, de credibilidade) e orientou os alunos. Os alunos foram, em duplas, reunindo as informações coletadas.
       O projeto da Rosângela que está sendo desenvolvido com os alunos do 5º Ano versa sobre a alimentação. A temática surgiu a partir do interesse dos alunos em realizar uma horta escolar; conversando com a turma, lançou alguns questionamentos sobre o que os alunos gostavam de comer, o que comiam mais frequentemente, o que não gostavam, como era a alimentação na sua casa etc. Questionou o que seria uma boa alimentação (saudável), para ver o que os mesmos pensavam a respeito. Em seguida, questionou-os o que sabiam a respeito dos alimentos e foi registrando; também, perguntou o que gostariam de saber sobre os alimentos (e alimentação), também registrando. Ao final, as informações foram organizadas em dois grupos: certezas e dúvidas. Os alunos estavam muito afoitos, pois todos queriam falar sobre o que sabiam, suas preferências e como era a alimentação nas suas casas. Após esta etapa, a professora apresentou um texto informativo sobre a preferência da alimentação da garotada, que serviu como reflexão após a etapa de levantamento das certezas e dúvidas.
       Combinaram que iriam pesquisar sobre o assunto na biblioteca da escola (que é a fonte de informação que os alunos conseguem ter acesso). A atividade foi realizada pelo grupo de alunos com a orientação da professora, para que ficassem dentro da temática sobre a alimentação.
     Na aula seguinte os alunos apresentaram as informações que haviam reunido, e a professora foi anotando no quadro alguns aspectos, para confirmar (ou não) as certezas e tentar responder as dúvidas dos alunos.
        A colega Denise Ghiorzi está desenvolvendo o projeto na sua turma de 1º Ano, também tratando sobre a temática alimentação saudável. O tema do projeto surgiu a partir da observação dos alunos de que na escola diariamente o tipo de merenda oferecida variava e que eles comiam bem cedo (às 14 horas). A professora também questionou os alunos para que dissessem o que comiam em casa, tipo de alimento mais comum e suas preferências.
        Seguindo as atividades do projeto, a professora questionou os alunos sobre o que sabiam sobre os alimentos e o que gostariam de saber. O nível do projeto é bem inicial e a linguagem com os alunos também, uma vez que está sendo desenvolvido com os alunos do 1º Ano. Convém destacar que a alimentação é um tema de interesse grande para os alunos desta faixa etária e o curioso é que logo os remetem a suas preferências e o que não gostam, foi o que prevaleceu quando estávamos conversando sobre este assunto.
       A professora pediu que os alunos buscassem em casa (livros, revistas, jornais) com imagens de alimentos; de volta à sala de aula, reuniram as informações trazidas pelos alunos através das imagens. A participação dos pais também foi trazida para o projeto, onde os alunos deveriam conversar em casa sobre alimentação, os pais anotar e contar aos seus filhos que, na volta da sala de aula, relataram.
        Já para a colega Denise Cunha, a partir do trabalho sobre o Dia Nacional do Livro e sobre Monteiro Lobato. Partindo do que foi trabalhado, os alunos fizeram muitas perguntas sobre a história do Sítio, seus personagens e onde ocorre. Desta forma, surgiu o tema do projeto a ser desenvolvido no 2º ano: a natureza.
       A professora disparou algumas perguntas que serviram para os alunos pensarem um pouco a respeito e como levantamento de algumas informações sobre o que sabiam.
      Em seguida, foram apresentadas gravuras sobre diferentes tipos de ambiente dentro da natureza para que os alunos observassem e analisassem, comparando as opiniões com as dos colegas.
         A partir desta interação, os alunos foram falando “coisas” que sabiam sobre a natureza e o que não sabiam. À medida que os alunos iam falando, a professora foi anotando para reunir as informações, desta forma, com as certezas e dúvidas da turma. Após, leu aos alunos o que haviam conversado (ou seja, o que foi registrado como dúvidas e certezas).
         Alguns alunos disseram que já “viram” livros sobre a natureza e que trariam na próxima aula; também chegaram à ideia de que poderiam observar o espaço da escola e uma praça próxima a ela.
        Na aula seguinte, os alunos trouxeram suas contribuições e relatos de “ coisas” que os pais falaram. Para facilitar, a turma achou que seria interessante representarem através de desenhos e recorte e colagens de imagens diversas.
       Desta forma observamos que a motivação e interesse dos alunos nos projetos desenvolvidos vai além do que o trabalho que normalmente vínhamos desenvolvendo em sala de aula. Como as temáticas surgiram a partir de interesses oriundos nos grupos de alunos, nas diversas turmas, percebemos que a aula passou a ter mais sentido, significado. A vontade de aprender, de colaborar e de buscar fonte para que pudéssemos trabalhar o tema de cada um dos projetos, demonstra claramente esta nova significação do aprender.
       Embora as faixas etárias dos componentes do grupo sejam distintas, é possível em diferentes turmas e idades desenvolver o projeto pedagógico, respeitando o tempo e espaço de cada aluno. Claro que gere um trabalho um pouco maior para o professor, pois não existe uma cronologia ou etapa rígida, à medida que o trabalho vai sendo desenvolvido é que as interlocuções vão acontecendo.

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