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segunda-feira, 29 de maio de 2017


NOSSOS OLHARES SOBRE A META 3


Nesta etapa já conseguimos estabelecer uma rotina de trabalho e uma comunicação colaborativa eficiente entre os componentes do nosso grupo, o que facilitou à realização da meta com maior rapidez e de forma mais coerente.
Convém destacar que a construção dos mapas conceituais se deu em contextos semelhantes, embora a tônica e o aprofundamento da construção com os alunos onde estamos desenvolvendo cada um dos projetos se deu de forma diferenciada.
O primeiro registro que fizemos que consideramos relevante é nossa colaboração na elaboração do mapa no momento de utilização do cmaps, onde aqueles que dominavam melhor o instrumento, orientaram e auxiliaram os colegas com dúvidas de como utilizá-lo.
Segundo, embora a forma como construímos ocorreu dentro de nossas salas de aula com nossas turmas, todos do grupo optaram pela utilização do cmaps para registro final do mapa conceitual construído com seus alunos.
Podemos verificar níveis diferenciados de turmas e de desenvolvimento dos projetos e posterior construção dos mapas conceituais.
O projeto desenvolvido pela colega Denise Ghiorzi no 1º ano que versa sobre a alimentação saudável ocorreu com a participação dos pais, uma vez que os alunos buscaram informações em suas famílias, como forma de colaboração entre escola e família. Ainda, a atuação da professora em sala de aula conversando com os alunos, fazendo o uso de imagens serviu como base para conversação e construção do conhecimento sobre a alimentação saudável. Como percebemos, a linguagem dos alunos nesta faixa etária muitas vezes não abarca alguns conceitos estruturantes, porque se referem às frutas, verduras e legumes utilizando palavras que são de seu conhecimento  e cotidiano em casa e na escola (maçã, banana, alface, tomate etc.). Portanto, a professora introduziu estes conceitos partindo das contribuições dos alunos, o que é fundamental para ampliação do seu vocabulário e conhecimento. Ressalte-se a grande quantidade de imagens diversas de alimentos explorados pela professora para construção das ideias com a participação dos alunos, uma vez que nesta faixa etária o visual é muito importante neste processo de construção. Assim como a escrita dos nomes dos alimentos, já que os alunos estão em processo de construção do letramento (leitura e alfabetização matemática). Ao final, a professora reuniu as informações construídas com os alunos e utilizando o cmaps registrou o mapa conceitual.
A colega Denise Cunha está desenvolvendo o projeto natureza com os alunos do 2º Ano. Trata-se, como observamos, de uma temática bastante abrangente e da qual fazem parte inúmeros aspectos. A construção dos conceitos e ideias se deu a partir da exploração do pátio externo da escola que é muito grande e também do trabalho com imagens visuais em sala de aula. Na aula de organização das ideias para elaboração do mapa conceitual, a professora mediou a conversação com intensa participação dos alunos, embora de início tivessem mostrado algumas dificuldades para exporem suas ideias que foram construídas no contexto acima descrito e em interação com as famílias (pois também buscaram informações com os pais). À medida que a conversa ia ocorrendo em sala de aula, percebeu-se grande êxtase dos alunos, pois todos queriam contribuir e falar o que entendiam e dar sua colaboração. A professora foi anotando com as palavras e ideias dos alunos no quadro, à medida que iam conversando em sala de aula e, ao final, reuniu as informações através do mapa conceitual que foi registrado no cmaps, a partir desta interação em sala de aula. Observamos no mapa conceitos e ideias muito associados a realidade dos alunos, a palavras que ouvem no seu cotidiano ou situações que vivenciam.
Já o projeto sobre alimentação saudável desenvolvido pela colega Rosângela no 5º Ano abarca conceitos mais abrangentes e também um conhecimento um pouco mais elaborado, na medida em que os alunos já têm uma vivência maior e um conhecimento mais elaborado, se comparado com os alunos do 1º Ano. A construção se deu a partir do trabalho da temática com os alunos em sala de aula, leitura de textos informativos, experiência na construção de uma horta na escola e experiências dos alunos e seus hábitos alimentares.
Quanto ao projeto sobre os vulcões que está sendo desenvolvido pelo Diego no 6º Ano, pode-se perceber um pensamento mais elaborado dos alunos. A temática originada a partir do estudo do Planeta Terra (e sua composição), bem como de eventos naturais, surgiu a partir do questionamento de “Por que no Brasil não ocorrem vulcões?”, que partiu dos alunos durante a aula. Deste momento em diante, tornou-se o tema do projeto desenvolvido, onde os alunos buscaram informações em fontes que possuíam em casa, no laboratório de informática da escola (Internet) e em livros na biblioteca, percebeu-se que os alunos (que estavam organizados em duplas) acabaram se dirigindo para um aspecto que mais interessava as duplas no momento de pesquisa sobre os vulcões. Na elaboração do mapa conceitual, que se deu na sala multimeios onde o professor fez uso do projeto e construiu o mapa utilizando o cmaps na aula, os alunos foram trazendo os aspectos por eles pesquisados, que foram desde a origem da palavra, até a sua causa, formação, ocorrência, consequências, benefícios etc. O mapa elaborado ficou bem amplo e abarcou muitas informações, uma vez que pela idade dos alunos e nível de conhecimento, foram trazidas muitas contribuições e subsídios para a elaboração do mapa conceitual.
O que inferimos, discutindo em grupo durante e após concluirmos esta meta, é que é possível a construção de um mapa conceitual partindo da interação com os alunos de qualquer faixa etária, respeitados o nível e idade dos alunos, uma vez que eles já possuem conhecimentos e certa vivência, que servem como subsídios para o desenvolvimento do projeto. A forma como se dá o desenvolvimento de cada projeto procurou respeitar a pluralidade dos alunos e o ambiente da sala de aula, procurando sempre que possível e necessário interligar com sua realidade e famílias, pois à medida que os alunos têm uma idade mais avançada é possível avançar no nível dos conhecimentos, já que os alunos já possuem um pensamento mais elaborado. Isso não significa que os alunos menores têm menos conhecimento, mas estão em outro contexto e nível de aprendizagem e construção, o que demonstra que é possível desenvolver o projeto de aprendizagem em qualquer faixa etária. Claro que os rumos e caminhos que virão por conseguinte, são distintos e isso que enrique o processo de ensino-aprendizagem onde o aluno passa de espectador a partícipe ativo.
O aprender, na nossa opinião, tem mais significado para os alunos porque decorre do seu interesse e participação.

segunda-feira, 24 de abril de 2017



Estudando o mundo natural

Na minha turma de 2º ano, trabalhamos sobre o Dia Nacional do Livro Infantil, consequentemente, estudamos Monteiro Lobato e o Sítio do Picapau Amarelo.
A temática do Sítio sempre entusiasma as crianças, pois apresenta o universo infantil com diversão, fantasia e aventura e não foi diferente desta vez.
Realizamos algumas atividades e assistimos a alguns episódios do Sítio do Picapau Amarelo. A partir daí, os alunos “entraram” na história e interessaram-se em saber mais sobre a obra de Monteiro Lobato. Comentaram sobre os personagens, brincadeiras e os lugares do Sítio onde ocorreu a história. Despertou a curiosidade e indagações foram surgindo:
Por que o Pedrinho é aventureiro?
De onde surgiu a Cuca e o Sapão do Reino das Águas Claras?
Como surgiu o Reino das Águas Claras?
Onde fica o Reino das Águas Claras ? Num ribeirão ou em um mar?  
Como Monteiro Lobato teve a ideia de fazer um sítio?
Onde fica o Sítio? O que tem no sítio?
Com os questionamentos levantados e a temática estudada, percebi a necessidade de interrogá-los levando-os a despertar um maior interesse pelo tema natureza.
Turma: 2º ano do ensino fundamental
Assunto: Natureza
Disparada das perguntas feitas pela professora aos alunos:
- O que faz parte da natureza?
- Como é o ambiente em que vivemos?
- O nosso ambiente está bem cuidado?
- O que vocês acham que precisa ser modificado para que se tenha um ambiente melhor?
- O que prejudica a natureza?

- Como podemos preservá-la?


domingo, 23 de abril de 2017

Instigando a investigação

       Neste ano letivo de 2017 estou docente nos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) na disciplina de Ciências. 
       A proposta para o projeto surgiu a partir de uma temática que estava sendo trabalhada em sala de aula no 6º ano do Ensino Fundamental. Estávamos estudando sobre características do Planeta Terra (estruturas interna e externa), movimento de placas tectônicas, etc, quando os alunos iniciaram uma discussão sobre os vulcões, sobre o que haviam lido ou ouvido a respeito.
          Desta forma, partindo dos questionamentos realizados pelos alunos e de seus conhecimentos prévios demonstrados nesta aula, eis que surge o tema para a investigação:
  • Turma: 6º Ano do Ensino Fundamental
  • Assunto: Vulcões
  • Forma de organização da turma: divisão em grupos (grupos de 3, 4 ou duplas), conforme a organização dos alunos realizada em sala de aula. Livre escolha dos membros - a turma é composta por 16 alunos.
     Aproveitando este ambiente da sala de aula, disparei alguns questionamentos para os alunos:
    1. Por que ocorre um vulcão?
    2. Como é formado um vulcão?
    3. Por que no Brasil não existem vulcões?
    4. Em que lugares do mundo existem os vulcões?
    5. Os vulcões causam prejuízos? Apresentam benefícios?
    

quarta-feira, 12 de abril de 2017

DIFERENÇAS ENTRE PROJETOS DE APRENDIZAGEM, DE ENSINO E DE AÇÃO

Fonte: http://cdn1.mundodastribos.com/2011/07/Como-Montar-um-Projeto-Educacional-2.jpg


Os Projetos de Aprendizagem tem início a partir de dúvidas e curiosidades dos alunos. Partem de uma ou mais perguntas que são o centro de interesse dos alunos, que mediados pelo professor buscarão as informações que confirmação (ou não) seu conhecimento prévio sobre o tema (certezas provisórias), assim como responderão a seus questionamentos (dúvidas temporárias). Neste processo, certezas podem transformar-se em dúvidas e vice-versa. Esta forma de trabalho desenvolve a autonomia, a pesquisa e o trabalho em grupo.

Os Projetos de Ensino partem da proposta do professor, que com base nos conteúdos e/ou objetivos de determinado componente curricular, estabelece um tema a ser desenvolvido com os alunos em sala de aula.

Os Projetos de Ação os conteúdos trabalhados procedem de diferentes disciplinas e o aluno é o protagonista do ensino. Passam de uma matéria para outra, mas sem perder a continuidade.

REFLEXÃO SOBRE PROJETOS....

                                               
Fonte: http://www.marketingshop.com.br/images/patrocinamos.jpg

COMO ORGANIZAR UM PROJETO


       De acordo com os estudos realizados no Seminário Integrador sobre Projetos de Aprendizagem, devemos iniciar colhendo as dúvidas  e/ou curiosidades dos alunos em geral, seus interesses.
       A partir de então, os alunos podem ser organizados em grupos de interesse, partindo das perguntas levantadas, sendo que o professor tem papel de mediação neste processo. 
          O primeiro passo, os alunos deverão apontar suas certezas provisórias sobre a pergunta escolhida, partindo de seus conhecimento sobre a temática. Em seguida, da mesma forma, listam as dúvidas temporárias sobre o tema escolhido.
           Ao longo do processo as dúvidas podem se transformar em certezas e vice-versa, à medida que os alunos pesquisam em fontes que lhe darão o conhecimento e informações, com o auxílio do professor, que será o mediador.
            Para que isso ocorra devemos orientar a sua autonomia no momento da busca, seleção de referências e como deverão proceder com as informações selecionadas. 
            Esta proposta instiga o aluno a buscar as informações, despertando nele o interesse pela pesquisa, mas o trabalho em grupo requer responsabilidades e organização do grupo como um todo, por meio da discussão das ideias e desenvolvimento do trabalho.